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n8n vs Make vs Zapier: qual escolher para automatizar a empresa

Zapier é o mais fácil, o Make o mais barato para começar e o n8n o que aguenta volume, ERP e dado sensível. Preços, cobrança e quando cada um vence.

Analista trabalhando diante de monitores com painéis de dados e fluxos automatizados

A resposta curta: Zapier vence quando quem vai montar a automação não é técnico e o volume é baixo. Make vence quando o fluxo tem várias ramificações e o orçamento é apertado. n8n vence quando a automação roda muito, conversa com ERP e mexe com dado que não deveria sair de casa. E o Power Automate vence quando a empresa já vive dentro do Microsoft 365 e precisa automatizar sistema antigo que não tem API.

Não existe “o melhor”. Existe o que cabe no volume, no time e no tipo de dado da sua operação. O resto deste texto é para você descobrir qual é o seu caso.

A comparação lado a lado

Preços conferidos em outubro de 2026, nas páginas oficiais de cada ferramenta.

n8nMakeZapierPower Automate
Cobra porExecução do fluxo inteiroCrédito por operação de cada móduloTarefa por ação executadaUsuário ou robô
Roda no seu servidorSim (Community Edition, grátis)NãoNãoNão (roda na nuvem Microsoft; RPA roda na máquina)
Entrada paga20 €/mês (anual), 2.500 execuçõesPlano gratuito com 1.000 créditos; pagos por volume de créditosA partir de US$ 19,99/mêsUS$ 15 por usuário/mês (anual)
IA e agentesNós de agente, MCP e modelos própriosMake AI AgentsZapier Agents (cobrado à parte)Copilot Studio
ERPs brasileirosVia API (nó HTTP) ou nó próprioAlguns apps feitos pela comunidadePoucos; o resto via webhookVia API ou RPA na tela
Curva de aprendizadoMédia para altaMédiaBaixaMédia
Onde fica o dadoOnde você hospedar, inclusive no BrasilNuvem do Make (EUA ou Europa)Nuvem do Zapier, fora do BrasilAmbiente Microsoft da empresa

A linha que mais muda a conta é a primeira. Vamos a ela.

A diferença que pesa no bolso: o que conta como “uso”

Os quatro cobram por coisas diferentes, e isso faz a mesma automação custar valores muito distantes.

Pegue um fluxo comum na indústria: chega um pedido, o fluxo consulta o cliente no ERP, confere estoque, calcula prazo, grava em três lugares e avisa o vendedor. Dez passos. Roda mil vezes por mês.

  • No n8n, isso são 1.000 execuções. Um fluxo rodado do começo ao fim conta uma vez, não importa quantos passos tenha.
  • No Zapier, cada ação conta uma tarefa (o gatilho não conta). Nove ações vezes mil pedidos dá 9.000 tarefas.
  • No Make, cada módulo consome crédito por item processado. São perto de 10.000 créditos — e mais, se algum passo percorrer uma lista de itens.
  • No Power Automate, você paga a licença de quem usa (ou do robô), e o volume entra nos limites diários da licença.

Para três ou quatro automações pequenas, essa diferença não importa. Quando a operação começa a depender delas, importa muito — e quase sempre a favor do n8n.

O que é n8n e para que serve

O n8n é uma ferramenta de automação de fluxos: você desenha numa tela o caminho da informação — “quando acontecer isto, busque aquilo, decida, grave ali, avise alguém” — e ele executa sozinho, a cada evento ou num horário.

Serve para o mesmo que Zapier e Make: tirar das pessoas o trabalho de levar dado de um sistema para o outro. A diferença está em três pontos:

  1. Pode rodar no seu servidor. A Community Edition é gratuita e você instala onde quiser. O dado não precisa passar pela nuvem de ninguém.
  2. Aceita código quando o visual não basta. Dá para escrever um passo em JavaScript ou Python no meio do fluxo. Isso resolve regra de negócio que ferramenta “sem código” não alcança.
  3. Conversa com qualquer API. Se o sistema tem API, o n8n fala com ele — mesmo sem um conector pronto.

É por isso que ele virou a escolha de quem integra ERP, sistema de produção e planilha na indústria. Já explicamos em outro texto o custo escondido dos sistemas que não conversam — o n8n é uma das formas mais baratas de atacar esse custo.

Quanto custa o n8n: nuvem vs servidor próprio

São dois caminhos.

n8n Cloud (hospedado pela própria n8n), com preços na cobrança anual:

  • Starter: 20 € por mês, 2.500 execuções.
  • Pro: 50 € por mês, 10.000 execuções.
  • Enterprise: sob consulta.

Todos os planos incluem usuários e fluxos ilimitados e todas as integrações. Na cobrança mensal o valor sobe — o anual sai cerca de 17% mais barato.

n8n no seu servidor:

  • Community Edition: gratuita. É a versão padrão, publicada no GitHub.
  • Business: 667 € por mês (anual), 40.000 execuções, só no seu servidor. Acrescenta login corporativo (SSO), ambientes separados, versionamento com Git e o modo fila, que divide a carga entre várias máquinas.

A licença do n8n se chama Sustainable Use License. Ela permite usar e modificar o software para os processos internos da sua empresa. O que ela não permite é revender o n8n como serviço. Para uma indústria automatizando a própria operação, a Community Edition atende.

Um aviso honesto sobre o “gratuito”: o software não custa nada, mas o servidor custa, e principalmente a pessoa que cuida dele custa. Volta nisso mais abaixo.

Quando escolher cada um

Escolha o Zapier quando…

  • quem vai montar e manter é alguém de vendas, marketing ou administrativo;
  • as automações são curtas, de dois ou três passos, e rodam poucas centenas de vezes;
  • os sistemas envolvidos são ferramentas de mercado conhecidas, com conector pronto.

O Zapier é o mais fácil de usar e o que tem mais integrações prontas. Também é o que fica caro mais rápido quando o volume cresce. E ERP brasileiro é ponto fraco: o Omie, por exemplo, não tem integração no Zapier — o caminho é webhook ou código.

Escolha o Make quando…

  • o fluxo tem muitas ramificações e condições, e alguém da equipe tem paciência para montar;
  • o orçamento é curto e o volume ainda é moderado;
  • não há restrição de o dado passar por uma nuvem fora do Brasil.

O Make tem um plano gratuito (1.000 créditos por mês, com intervalo mínimo de 15 minutos entre execuções) que serve bem para testar. Para ERP brasileiro, existem alguns apps feitos pela comunidade, como o do Bling — mas o próprio Make avisa que não dá suporte a eles.

Escolha o n8n quando…

  • a automação vai rodar milhares de vezes por mês;
  • precisa conversar com ERP, banco de dados ou sistema próprio;
  • o dado é sensível (cliente, preço, custo, folha) e você quer controlar onde ele fica;
  • existe alguém — dentro de casa ou um parceiro — para manter o ambiente.

É o caso mais comum na indústria. Um exemplo prático: mostramos passo a passo como integrar o Bling com o n8n.

Escolha o Power Automate quando…

  • a empresa já paga Microsoft 365 e o trabalho gira em torno de Outlook, Teams, SharePoint e Excel;
  • existe um sistema antigo sem API, em que alguém digita na tela — aí o RPA do Power Automate (o robô que clica e digita) resolve o que os outros três não alcançam.

A licença Premium custa US$ 15 por usuário/mês (anual). Para um fluxo usado por muita gente, existe a licença Process, de US$ 150 por robô/mês, que licencia o fluxo em vez das pessoas.

O lado que ninguém conta do n8n no próprio servidor

Rodar o n8n na sua infraestrutura é a opção mais barata por execução e a que dá mais controle. Também é a que mais dá trabalho. Alguém precisa:

  • Atualizar. O n8n lança versão nova com frequência. Ficar muito para trás é acumular risco de segurança; atualizar sem testar pode quebrar fluxo em produção.
  • Fazer backup. Fluxos, credenciais e histórico vivem num banco. Sem backup testado, um disco cheio apaga meses de trabalho.
  • Monitorar. Fluxo que falha em silêncio é pior que fluxo que não existe: a operação acredita que o dado chegou, e ele não chegou. Todo fluxo crítico precisa de um caminho de erro que avise alguém.
  • Proteger as credenciais. O n8n guarda as chaves de acesso ao ERP, ao banco e ao e-mail. O servidor dele é um alvo.

Se ninguém na empresa vai fazer isso, há dois caminhos sensatos: usar o n8n Cloud e aceitar pagar por execução, ou contratar quem mantenha. O que não funciona é instalar num servidor qualquer e esquecer. Esse é o caminho mais rápido para a automação virar a próxima planilha que só uma pessoa entende.

Um teste rápido para decidir

Responda para a automação que você tem em mente:

  1. Quantas vezes por mês ela roda, e quantos passos tem? Multiplique. Se o número passa de alguns milhares, o modelo de cobrança do Zapier e do Make começa a pesar.
  2. Ela toca o ERP ou um sistema próprio? Se sim, procure o conector antes de escolher a ferramenta. Se não existir, você vai precisar chamar a API — e o n8n é o mais confortável para isso.
  3. O dado pode sair do Brasil? A LGPD não proíbe, mas exige cuidado com contrato e finalidade. Se a resposta interna for “melhor não”, o n8n no seu servidor resolve.
  4. Quem mantém daqui a seis meses? Se a resposta é “ninguém”, comece pelo mais simples que atender — ou resolva essa pergunta antes de começar.

Perguntas frequentes

O n8n é gratuito?

A Community Edition, que você instala no seu servidor, é gratuita para uso interno da empresa. O n8n Cloud é pago, a partir de 20 € por mês na cobrança anual. Mesmo na versão gratuita, conte o custo do servidor e de quem mantém.

O n8n vale a pena?

Vale quando a automação tem volume, envolve ERP ou banco de dados, ou mexe com dado que você quer manter sob controle. Para duas ou três automações simples entre ferramentas de mercado, Zapier ou Make resolvem com menos esforço.

Qual a diferença entre n8n e Zapier?

O Zapier cobra por ação executada e roda só na nuvem dele; é o mais fácil de usar. O n8n cobra por execução do fluxo inteiro, pode rodar no seu servidor e aceita código. Em volume alto, o n8n costuma sair bem mais barato.

Make ou n8n: qual é melhor?

O Make é mais simples de começar e tem plano gratuito na nuvem. O n8n compensa quando o volume cresce, quando o fluxo precisa de código ou quando o dado não pode sair da sua infraestrutura. Muitas empresas começam no Make e migram para o n8n.

Dá para integrar n8n com ERP brasileiro (Bling, Omie, TOTVS, Sankhya)?

Dá. Na maioria dos casos não há nó pronto, então a integração é feita pela API do ERP, com o nó de requisição HTTP do n8n. O trabalho está em entender a autenticação e os limites de cada API — não na ferramenta.


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